Angola duplica capacidade de processar diamantes
O Ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, defendeu, quinta-feira, na Lunda-Norte, no município de Canzar, a necessidade de ajustes nos modelos contratuais que regem a exploração diamantífera, com vista a reforçar a competitividade e a presença de Angola no mercado internacional de diamantes.
O governante falava durante a inauguração da nova central de escolha de diamantes da Sociedade Mineira do Chitotolo — uma infraestrutura com capacidade para processar até 120 toneladas por dia, equivalentes a cerca de 60 metros cúbicos de concentrado, representando um aumento de aproximadamente 140% face à capacidade anteriormente instalada. Além do impacto directo na eficiência produtiva, a unidade deverá contribuir para a criação de emprego e o aumento das receitas fiscais.
Diamantino Azevedo sublinhou que a melhoria do enquadramento contratual deve ser acompanhada por maior rigor nos processos de legalização, transparência nas operações e uma estratégia mais eficaz de promoção do diamante natural angolano além-fronteiras. “Há um conjunto de aspectos que precisam ser aprimorados, desde a forma como exploramos até à maneira como apresentamos o nosso produto ao mundo”, afirmou, frisando que o país dispõe de potencial para se afirmar entre os principais produtores globais.
No plano produtivo, o ministro recordou que Angola registou um crescimento assinalável, com a produção a passar de cerca de nove milhões para 15 milhões de quilates por ano, resultado atingido em 2025 fruto do esforço conjunto entre o Executivo e os operadores do sector.
Diamantino Azevedo destacou igualmente a necessidade de intensificar o combate ao garimpo ilegal, prática que continua a representar perdas significativas para o Estado, além de contribuir para a degradação ambiental e facilitar esquemas de branqueamento de capitais.
A comercialização do diamante angolano segue as referências do mercado internacional, à semelhança de outros recursos estratégicos como o petróleo e o ouro — o que exige, nas palavras do ministro, maior organização e eficiência ao longo de toda a cadeia de valor.
