Alimentação Escolar chega a 108 mil alunos no Cubango
Cento e oito mil, dos 111.562, alunos do ensino pré-escolar e primário previstos na província do Cubango já beneficiam do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), informou, quinta-feira, no município do Caiundo, o director do Gabinete Provincial da Educação.
Inácio José Samba, que falava durante o lançamento oficial do PNAE no município do Caiundo, explicou que o programa já está a ser implementado em sete dos 11 municípios do Cubango, designadamente Cuchi, Caiundo, Savate, Cuangar, Nancova, Longa e Tchinguanja.
O responsável esclareceu que os municípios de Menongue, Mavengue, Calai e Cutato ainda não estão abrangidos, devido à tramitação dos procedimentos contratuais em curso na Delegação Provincial das Finanças, assegurando, no entanto, que o processo se encontra numa fase avançada, com as empresas já seleccionadas.
O Programa Nacional de Alimentação Escolar, garantiu, já começou a surtir o efeito desejado na região, tendo em conta a adesão de alunos nas salas de aula. “Em períodos anteriores registávamos muitas desistências, muitas vezes, pela falta de condições financeiras dos pais, mas hoje, o fenómeno reduziu consideravelmente porque os meninos têm direito à refeição”, disse.
Programa activo
No município do Caiundo, pelo menos 5.802 alunos do ensino primário já beneficiam do PNAE, segundo informações avançadas pelo director municipal da Educação, Enoque Bento, à margem do acto do lançamento oficial do programa.
De acordo com o responsável, as 12 escolas de carácter definitivo e seis salas anexas já garantem refeições aos alunos. “O município tem um total de 8.422 alunos matriculados no ensino primário, sendo que a introdução do programa deverá contribuir para a melhoria da assiduidade e do rendimento escolar”, disse.
Enoque Bento apontou, entretanto, constrangimentos ligados ao período agrícola, altura em que muitos encarregados de educação levam as crianças às lavras, o que afecta a frequência escolar.
Ainda assim, o responsável acredita que a alimentação escolar poderá inverter o cenário, incentivando a permanência dos alunos nas salas de aula. “O município do Caiundo regista 3.666 crianças fora do sistema de ensino, por falta de infra-estruturas escolares e de recursos humanos”, realçou, para acrescentar que a região conta com 115 professores, número insuficiente face às necessidades, sendo necessária a admissão de mais 218 profissionais.
