NACIONAL

Oficiais comissários da Polícia condecorados por feitos à Pátria

Um total de 200 oficiais comissários da Polícia Nacional foi ontem condecorado, incluindo antigos comandantes-gerais, na Segunda Cerimónia de Outorga de Medalhas Policiais na categoria de Ordem Pública e de Serviços Distintos de 1ª Classe, em acto presidido pelo ministro de Estado e chefe da Casa de Militar do Presidente da República, Francisco Pereira Furtado.

O acto, que teve lugar no Instituto Superior de Ciências Policiais e Criminais “Osvaldo de Jesus Serra Van-Dúnem”, contou com a presença do chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas, general de aviação Altino dos Santos, e de altas patentes das FAA.

Na ocasião, o ministro de Estado e chefe da Casa Militar do Presidente da República considerou o acto “uma distinção aos filhos da Nação, pelos feitos alcançados ao longo da carreira policial em prol da manutenção da ordem e tranquilidade públicas”.

Francisco Furtado referiu, a propósito, que a Primeira Cerimónia de Outorga de Medalhas foi orientada pelo Presidente da República e Comandante-em-Chefe das Forças Armadas Angolanas, João Lourenço, no dia 24 de Fevereiro deste ano.

Adiantou que, no total, vão ser condecorados 710 efectivos, à luz do que está instituído no Decreto Presidencial, informando que a segunda fase vai ter lugar no dia 4 de Abril deste ano, em cerimónia a ser presidida pelo ministro do Interior, Manuel Homem, e, a posterior, seguir-se-á a cerimónia conduzida pelo comandante-geral da Polícia Nacional, Francisco Ribas.

Com estas distinções, disse o ministro de Estado, entra-se num ciclo normal para esse acto de reconhecimento, uma vez que a Polícia Nacional, ao longo dos 50 anos, à semelhança das Forças Armadas Angolanas, tem prestado serviços relevantes à Pátria.

“Anualmente, por ocasião do dia da Polícia Nacional e outras efemérides, no Comando Geral da Polícia Nacional haverá condecorações, até para a classe dos agentes, canídeos e aquinos (cães e cavalos), cujas medalhas serão atribuídas às unidades onde estes animais pertencem, por serem, também, considerados membros do efectivo policial”, disse, acrescentando ser necessário reconhecer “o mérito dos efectivos que deram o melhor de si, porque muitos não cumpriram apenas missões policiais”.

“Tive a honra de comandar, em 1999, uma operação de retomada da cidade de Mbanza Kongo exclusivamente com companhias da Unidade da Polícia de Intervenção Rápida e da Unidade Anti-terror, pelo que estes efectivos também estão a ser reconhecidos pelos seus feitos” , enfatizou o general de exército Francisco Pereira Furtado.

Manifestação de dever cumprido em prol da Pátria

Em relação à distinção, o comandante-geral da Polícia Nacional, comissário-geral Francisco Ribas, considerou “um reconhecimento merecido para quem exerceu cargos em cumprimento da segurança pública há cerca de 40 anos, e esteve sempre em zonas de enfrentamento”.

Aos novos agentes da corporação, disse que todos os postos devem ser feitos de degrau a degrau com brio e profissionalismo, de modo a merecer a confiança no exercício do cargo, procurando, sempre, superar todos os obstáculos presentes no desempenho das funções.

A comissária-chefe reformada Elizabety Maria Ramos Franque disse sentir-se realizada como Polícia ao receber, por mérito, a medalha de Ordem Pública, que “representa uma luta árdua pela pátria ao longo de mais de 50 anos de Polícia”.

O antigo comandante-geral da Polícia Nacional e actual secretário de Estado do Interior, Arnaldo Manuel Carlos, disse que a medalha é de grande simbolismo, porque representa o reconhecimento pelo trabalho feito, durante anos, em prol da segurança pública. 

Entre os 200 efectivos que receberam as medalhas, destacam-se os antigos comandantes-gerais Santana André Pitra “Petrof”, Armindo do Espirito Santo Vieira, João Saraiva de Carvalho “Tetêmbua”, Fernando Vaz Torres da Conceição “Mussolo”, Fernando da Piedade Dias dos Santos “Nandó”, José Alfredo Ekuikui, Ambrósio de Lemos, Paulo de Almeida, Alfredo Eduardo Mingas “Panda”, Arnaldo Manuel Carlos, e Salvador Rodrigues “Dodó”.

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