Escolas de Malanje recebem apoio do Programa Alimentar
Duzentos e 70 mil alunos do ensino primário, distribuídos pelos 27 municípios da província de Malanje, passam a beneficiar do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), lançado segunda-feira, no município do Quéssua.
A iniciativa foi apresentada na Escola Primária n.º 29 Dr. António Agostinho Neto e visa reforçar a permanência das crianças no sistema de ensino, bem como reduzir o absentismo escolar.
O governador provincial de Malanje, Marcos Nhunga, disse que o lançamento do programa inicialmente prevê a distribuição de refeições quentes em 127 escolas do ensino primário. A acção, disse, vai abranger toda a extensão territorial da província.
A medida, acrescentou, constitui um instrumento fundamental de apoio à aprendizagem, ao assegurar melhores condições nutricionais aos alunos, durante o período lectivo, visto que o objectivo central do PNAE é garantir uma alimentação saudável, equilibrada e adequada às crianças, criando condições para um melhor desenvolvimento físico e cognitivo.
Marcos Nhunga apelou aos administradores municipais, gestores escolares, pais e encarregados de educação para que reforcem a fiscalização e o acompanhamento do programa, de modo a assegurar o seu cumprimento integral. “O sucesso do programa depende do compromisso de todos os actores envolvidos no processo educativo”, avançou.
O administrador municipal do Quéssua, Cláudio Raimundo, considerou o programa inclusivo e de elevado impacto social, defendendo que a alimentação escolar, que vai abranger cerca de 19 mil crianças, tem reflexos positivos no rendimento e no desenvolvimento dos menores.
Por sua vez, a chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia de Informação do Gabinete Provincial da Educação, Ndembo Aires, classificou o PNAE como uma das mais relevantes medidas de apoio à aprendizagem e à permanência dos alunos nas escolas.
A responsável disse que o programa tem impacto directo na assiduidade, no aproveitamento escolar e no bem-estar das crianças, sobretudo nas comunidades mais vulneráveis. A implementação eficaz do programa, salientou, exige articulação institucional, rigor na gestão dos recursos, acompanhamento permanente e o envolvimento responsável das estruturas locais de educação.
