EDUCAÇÃONACIONAL

Angolanos beneficiam de bolsas de estudo em Portugal

Cem cidadãos de Angola vão beneciar, no presente ano lectivo, de bolsas de estudo em Portugal, na sequência de um acordo de cooperação entre os governos dos dois países, que prevê a inserção de angolanos em universidades públicas portuguesas, informou esta quarta-feira, em Luanda, o Instituto Nacional de Gestão de Bolsas de Estudos (INAGBE).
De acordo com o director-geral da instituição, Domingos Canguende, em declarações a imprensa, o processo de candidatura iniciou no dia 24 de Julho último, com 473 vagas disponíveis para candidaturas e cem bolsas de estudo previstas conforme a programação orçamental denida no Orçamento Geral do Estado (OGE) para 2025.
Revelou que, neste processo, 290 estudantes foram colocados em instituições de ensino superior de Portugal, sendo que 190 foram
classicados como suplentes.

Esclarecimento
Esclareceu que os procedimentos e critérios foram adoptados no âmbito do regime especial de acesso às instituições públicas portuguesas, cujos resultados foram recentemente divulgados, gerando dúvidas e expectativas entre os candidatos.

Deu a conhecer que o programa foi fruto da cooperação bilateral entre os Governos de Angola e de Portugal, que visa permitir os estudantes angolanos ingressarem em universidades públicas portuguesas, em condições semelhantes às dos demais países de língua oficial portuguesa.


Segundo Domingos Canguende, após o exame documental e validação da elegibilidade dos candidatos, às 473 candidaturas foram
remetidas à Direção-Geral do Ensino Superior de Portugal, que analisou e reconheceu as equivalências académicas. Revelou que os 100 estudantes aprovados para bolsa de estudo neste primeiro grupo, estão conforme aos critérios estabelecidos no artigo 10.º do Regulamento Geral de Bolsas de Estudo, que incluem a idade do candidato, a média final do ensino médio e o curso pretendido, com prioridade para áreas STEAM (Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática), consideradas cruciais para o desenvolvimento do país. “A selecção foi feita com base no mérito, dando primazia às formações prioritárias em Angola”, reforçou.
Explicou que os 190 suplentes ainda fazem parte do processo e poderão ser enquadrados em próximas fases, dependendo da evolução administrativa e financeira do programa.
Recomendou que todos os suplentes mantenham os seus documentos actualizados e quem atentos às comunicações oficiais. “Ser suplente não é sinónimo de exclusão. À medida que as condições se consolidem, esses estudantes poderão ser chamados”,
simplificou.


Garantiu ainda que todo o processo foi conduzido com rigor, transparência e imparcialidade, assegurando igualdade de oportunidades
a todos os candidatos.

AB/VIC/ANGOP

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