NACIONALPOLÍTICA

FNLA suspende histórico militante Ngola Kabangu devido a insultos e sabotagem

A direcção da FNLA, partido da oposição, suspendeu esta Quarta-feira o nacionalista e histórico militante do partido Ngola Kabangu, membro do bureau político e do comité central, devidos aos “ataques verbais, insultos e campanhas de sabotagem” contra a actual liderança.

A decisão foi anunciada em conferência de imprensa pelo presidente da Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA), Nimi a Simbi, o qual afirmou que o militante está suspenso de participar nas reuniões dos órgãos centrais do partido até à conclusão do processo disciplinar em curso.

Segundo o dirigente da FNLA, Ngola Kabangu, que foi presidente do partido entre 2007 e 2011, após a morte do líder fundador do partido, Holden Roberto, tem desenvolvido acções, desde 2021, que visam descredibilizar a actual direcção da formação política.

“Desde então, temos resistido a uma série de ataques verbais, insultos, campanhas de desinformação e acções paralelas que têm como único objectivo sabotar a unidade interna e descredibilizar a nova direcção legítima da FNLA”, argumentou.

Ngola Kabangu, 82 anos, foi deputado da FNLA e ministro do Interior do Governo de Transição de 1975, na sequência dos Acordos de Alvor que conduziram Angola à independência a 11 de Novembro de 1975.

Nimi a Simbi, eleito presidente do partido em 2021, em substituição de Lucas Ngonda, disse também que Kabangu, que tinha abandonado o partido durante cinco anos, ressurgiu depois do congresso de 2021 “agindo, de forma reiterada, à margem das normas estatutárias, promovendo desordem e opondo-se ao normal funcionamento do partido”.

“Tem realizado actividades paralelas com o simples propósito de destituir o presidente eleito para tomar de assalto a direcção da FNLA, tendo adoptado este método para a sua desestabilização”, referiu o presidente da FNLA.

O actual líder da FNLA, partido que nas eleições gerais de 2022 elegeu apenas dois deputados, disse ainda que Ngola Kabangu se autoproclama “herdeiro exclusivo da FNLA”, assumindo uma postura autoritária, arrogante e contrária ao espírito da legalidade democrática do partido.

Nimi a Simbi admitiu avançar com uma queixa-crime contra Ngola Kabangu face à gravidade das acusações proferidas contra si.

A FNLA, partido histórico angolano e um dos signatários do Acordo de Alvor assinado a 15 de Janeiro de 1975, juntamente com o MPLA, a UNITA e o Governo português da altura, tem vivido crises internas desde a morte do seu líder fundador, Álvaro Holden Roberto, em 2007.

Kabangu, derrotado por Lucas Ngonda no congresso de 2021, contestou os resultados judicialmente, tendo o Tribunal Constitucional validado a vitória de Lucas Ngonda, facto que deu azo a “alas” internas e disputas, naquele período, sobre a liderança legítima do partido.

No congresso de 2021, em que Nimi a Simbi foi eleito presidente, foi anunciada a reconciliação entre Ngola Kabangu e Lucas Ngonda, fazendo prever alguma estabilidade na FNLA.

FONTE: VERANGOLA.NET

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