INTERNACIONALPOLÍTICA

Crise RDC – Rwanda: Governo angolano deplora tomada de território na RDC pelo M23

O Governo angolano deplora “de forma enérgica” a tomada do território de Masisi, província do Kivu-Norte, na República Democrática do Congo (RDC), pelo grupo Movimento 23 (M23), ocorrida a 04 do corrente mês.

Uma nota da Secretaria de Imprensa indica que a a reacção do Governo de Angola é “em nome de Sua Excelência João Manuel Gonçalves Lourenço, Presidente da República de Angola e Facilitador da Normalização das Relações Político-diplomáticas, de Cooperação e das Tensões entre a RDC e o Rwanda”.

A nota sublinha que “esta acção irresponsável compromete gravemente os esforços de pacificação do conflito prevalecente na região Leste da RDC e representa uma flagrante e inaceitável violação ao cessar-fogo, que vigora desde 04 de Agosto de 2024”.

Neste contexto, enfatiza a nota da Secretaria de Imprensa do Presidente da República, “o Governo da República de Angola manifesta a sua profunda preocupação, face a escalada do conflito e a conquista ilegal de território na República Democrática do Congo, configurando igualmente a violação da integridade territorial e soberania da RDC, tal como estipula o Acto Constitutivo da União Africana e da Carta das Nações Unidas”.

Recorde-se que, em Dezembro último, o Presidente do Rwanda não compareceu a uma cimeira, realizada em Luanda, tendo na altura o Chefe de Estado angolano expressado a sua preocupação pela ausência de consenso entre a RDC e o Rwanda no que toca a resolução da questão do M-23.

Na ocasião, foi divulgado um comunicado de imprensa, pelo Ministério angolano das Relações Exteriores, no qual João Lourenço lamentava o adiamento da cimeira, “a pedido de uma das Partes, à última da hora”, por falta de consenso “nesta questão crucial e fracturante das relações entre os dois Países”.

O Presidente angolano e facilitador designado pela União Africana reiterou o seu firme engajamento na busca efectiva da paz e segurança na região Leste da RDC, e exortou os envolvidos a privilegiarem o interesse dos seus Povos e o bem comum, com vista a alcançar uma solução duradoura para o conflito que prevalece, há mais de 30 anos, sublinhava o comunicado.

A cimeira de 15 de Dezembro último visava considerar o Relatório de Progresso reflectindo os principais resultados obtidos no âmbito do Processo Negocial levado a cabo pelos ministros das Relações Exteriores/Negócios Estrangeiros dos respectivos Países, desde Março de 2024, bem como o projecto de Acordo de Paz apresentado pelo facilitador às Partes, em Agosto de 2024.

Fonte: giranoticias.com

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