Familiares de activistas detidos consideram indulto um “presente de Natal do PR”
A esposa de Adolfo Campo, um dos jovens do denominado “Movimento Revolucionário” condenado a dois anos e cinco meses de prisão por crime de ultraje ao Presidente da República, considera que o indulto decretado pelo titular do Poder Executivo transforma o 25 de Dezembro de 2024, como “melhor Natal”, com a garantia da liberdade de seu esposo.
Rosa Mendes, fez estas afirmações à Rádio Correio Kianda, e disse que teve informação da medida de João Lourenço, a partir das redes sociais.
Para além de Adolfo, tinham sido condenados igualmente, Tanaice Neutro, Gildo das Ruas e Daniel Pensador, quando participavam do protesto contra restrições a mototaxistas.
Os dois outros activistas usufruíram, igualmente, do indulto do presidente. A esposa de Tanaice Neutro disse à Rádio Correio da Kianda que, recebeu a mensagem com agrado, pelo Presidente decidir libertar os jovens, que considera como inocentes.
Teresa Kawanga disse que “espera para ver e crer quando o seu marido sair da cadeia e juntar-se à família, um ano depois fora do convívio dos seus.
Segundo o comunicado, “o indulto é um acto de clemência do Presidente da República e afigurando-se imprescindível a adopção de medidas desta natureza em alusão à celebração dos 50 anos da Independência Nacional, do dia de Natal e do Ano Novo, visando conceder aos reclusos condenados em penas privativas de liberdade uma oportunidade de reintegração social e familiar”.
Só em Luanda foram indultados os cidadãos, Abrão Pedro dos Santos, Adolfo Miguel Campos André, Ana da Silva Miguel, Carlos Tavares Ngandu, Celson Januário, Emanuel Leonardo Fonseca, Gilson da Silva Moreira, Hermenegildo José Victor André, José Filomeno de Sousa dos Santos, Maninho Maneco Baião e Sampaio Francisco Malembe.
Sobre o assunto o Jurista Fernando Kawewe louva a iniciativa, e esclarece que este perdão não abrange aqueles que cometeram crimes hediondos.
