NACIONALSOCIEDADE

Dom Belmiro Chissengueti apela a uma maior intervenção nos casos de abusos a menores

O porta-voz da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST), Dom Belmiro Chissengueti, apelou à sociedade civil no sentido de reforçar a intervenção no combate aos casos de abusos sexuais a menores.

O também bispo da Diocese de Cabinda, que falava ontem, em Luanda, depois de ler o comunicado final da Segunda Assembleia da CEAST, realçou a importância dos meios de comunicação social na prevenção dos casos de abusos sexuais.

Dom Belmiro Chissengueti falou, igualmente, do papel da escola e das famílias no combate a este mal. A escola, disse, é chamada, do ponto de vista educativo, a transmitir uma mensagem de educação sexual e o uso de tecnologias para o combate desses males.

Quanto à família, referiu, deve criar mecanismos para que a criança se possa defender e denunciar os factos de abusos sexuais, que se agravam muitas vezes por intimidação do predador.

“Quando se fala de pedofilia, toda a gente olha para a Igreja Católica, aos padres e aos bispos. Mas, se perguntarem à porta-voz do Instituto Nacional da Criança, sobre os factos relativos à posição da criança, são dados assustadores”, disse Dom Belmiro, para quem estes actos normalmente partem de pessoas próximas às vítimas.

As crianças abusadas, lamentou, muitas vezes enfrentam problemas psico-sociais e se tornam antissociais.O prelado católico lamentou o facto de muitos cidadãos serem adeptos da feitiçaria, profanadores de cadáveres, alegadamente para ganharem notoriedade e vida fácil.

“A feitiçaria é uma limitação da mente, educação e mentalidade. Era expectável que, com a massificação da formação académica a todos os níveis, tivéssemos menos feiticeiros”, considerou o bispo, que lamentou o facto de existirem pessoas intelectuais que recebem feitiço para atingirem cargos de chefia nas empresas.

Por: JA

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