SAÚDE

Hantavírus: Especialista angolano destaca necessidade de vigilância

O especialista em Saúde Pública, Jeremias Agostinho, alertou para a necessidade de vigilância reforçada por parte das autoridades sanitárias e da população face ao surto de Hantavírus que está actualmente sob investigação internacional.

Segundo o especialista, embora as informações disponíveis ainda sejam limitadas e não conclusivas, o mundo deve manter-se em estado de alerta enquanto decorrem os estudos conduzidos pela Organização Mundial da Saúde para esclarecer a origem, os mecanismos de transmissão e o potencial de propagação da doença.

Jeremias Agostinho explicou que o hantavírus está associado a partículas presentes nas fezes, urina e saliva de ratos silvestres, normalmente encontrados em áreas de armazenamento de alimentos próximas a zonas florestais. No entanto, sublinhou que ainda não há confirmação científica de transmissão sustentada entre seres humanos.

O especialista alertou que a eventual ocorrência de transmissão entre pessoas seria um factor de risco acrescido, podendo elevar o potencial de disseminação da doença. Nesse sentido, referiu que há investigações em curso sobre possíveis situações de transmissão em ambientes fechados, incluindo a bordo de um navio de cruzeiro, embora os dados ainda não sejam definitivos.

Quanto ao quadro clínico, Jeremias Agostinho indicou que os sintomas iniciais incluem febre, tosse, dores musculares e dificuldades respiratórias, podendo evoluir para complicações graves como pneumonia severa, hemorragias e falência de órgãos vitais, especialmente em pessoas mais vulneráveis.

O especialista reforçou o apelo à vigilância contínua, ao diagnóstico precoce e à resposta rápida das autoridades sanitárias como medidas essenciais para prevenir a propagação da doença.

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