NACIONAL

População do Cunene terá mais acesso à água potável

Cento e trinta e cinco mil habitantes dos municípios do Cuvelai, Mupa, Cafima, Nehone e Cuanhama, na província do Cunene, vão beneficiar de mais água potável com a entrada em funcionamento, no mês de Julho, das barragens de Ndue e de Calucuve, que se encontram em fase conclusiva

A garantia foi dada pelo ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, durante a recente visita à província do Cunene, onde garantiu que as duas infra-estruturas já estão concluídas, estando em curso, nesta altura, a realização dos trabalhos de finalização das referidas empreitadas, que vão permitir irrigar milhares de hectares.

A barragem do Ndue terá uma capacidade de armazenamento de água de 170 milhões de metros cúbicos, contempla um canal associado de 75 quilómetros, 15 chimpacas e prevê irrigar uma área de cerca de nove mil e 200 hectares.

Já a de Calucuve, vai ter uma albufeira de 141 metros cúbicos, com um canal adutor de 110 quilómetros, 22 chimpacas e uma área irrigada de aproximadamente dois mil e 600 hectares, beneficiando populares dos municípios do Cuvelai, Mupa e Cuanhama.

Segundo João Baptista Borges, as barragens de Ndue e de Calucuve constituem os maiores reservatórios hídricos que o Cunene dispõe, por acumular grandes quantidades de metros cúbicos de água, possibilitando a distribuição de cerca de 185 quilómetros por meio de canais associados.

“Felizmente, este ano tivemos uma estação de chuva e a água nos reservatórios atingiu níveis satisfatórios, que vai permitir colocar esses empreendimentos em operação já a partir do próximo mês de Julho”, disse o ministro.

Para o governante, os empreendimentos, construídos no âmbito do Programa de Combate aos Efeitos da Seca no Sul de Angola (PCESSA), vão permitir também regularizar o caudal do rio Cuvelai, evitando situações de cheias que muitas vezes criam problemas às famílias da cidade de Ondjiva.

O ministro reconheceu a importância dos canais associados às barragens, dos sistemas hidráulicos e reservatórios de retenção de águas pluviais, articuladas ao longo do percurso, cujos trabalhos se encontram em fase de conclusão, bem como da reparação de alguns traçados dos canais que registaram danos provocados pelas fortes chuvas.

O ministro da Energia e Águas disse que, após a conclusão das infra-estruturas, vai se dar início ao processo de concentração das famílias, que, actualmente, residem de forma dispersa ao longo dos canais e chimpacas.

As duas infra-estruturas deverão criar, igualmente, condições para a expansão da agricultura irrigada, visando o desenvolvimento de outras actividades produtivas, de modo a impulsionar o crescimento económico e sustentável da região.

Deixe uma resposta

Descubra mais sobre FOLHA9

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading