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ALERTA VIH – SIDA: Cresce o número de novas infecções no país… incluindo adolescentes

Angola está entre os 25 países com o maior número de novas infecções por VIH entre adolescentes e jovens no mundo, indica um relatório da Rede de Organizações da Sociedade Civil (ANASO), divulgado esta sexta-feira.

O relatório da ANASO, apresentado no quadro do Dia Mundial sobre SIDA, que este domingo se assinala, adianta que são estimadas a ocorrência de 57 novas infecções e 35 mortes por dia, relacionadas à doença no país.

O documento revela ainda que cerca de 300 mil pessoas vivem com o vírus em Angola.

Entretanto, as autoridades destacam o aumento da cobertura dos serviços de saúde.

A diretora nacional do Instituto de Luta contra a SIDA, Lúcia Furtado, em entrevista à Voz da América, relativiza os números apresentados e afirmou que fontes confiáveis, como a ONUSIDA, indicam progressos, nos últimos 10 anos.

Lúcia Furtado mencionou o estigma e a discriminação como desafios significativos, que contribuem para o abandono da terapia anti-retroviral.

“Estamos a levar a cabo um estudo profundo para perceber essa taxa alta de abandono a terapia pelos portadores”, revelou.

O presidente da ANASO, António Coelho, enfatizou que as mulheres são as mais afectadas, com cerca de 200 mil a viverem com o VIH, enquanto os jovens representam uma parte significativa das novas infecções, com aproximadamente 34 mil, especialmente meninas entre os 15 e 24 anos.

No que diz respeito às crianças, cerca de 35 mil, até aos 14 anos, vivem com o vírus, com 10 novas infecções diariamente.

António Coelho destacou que grande parte das novas infecções está ligada a falta de condições sociais e de acesso a medicamentos, reflectindo um défice de coordenação entre o Estado e as organizações da sociedade civil.

“Estamos a lutar para que as pessoas vivendo com VIH tenham mais apoios, tanto do ponto de vista social, quanto medicamentoso”, ressaltou o presidente da ANASO.

Por seu lado, Pombal Maria, da organização “Acção Humana”, descreveu a situação como crítica, com destaque para a escassez de recursos essenciais, como anti-retrovirais e preservativos, o que contribui para o aumento das infecções.

“Hoje, as organizações não têm anti-retrovirais e preservativos para distribuir à população”, alertou.

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