EPAL garante fornecimento de água com restrições em diversos bairros
Algumas zonas da província de Luanda vão beneficiar de água potável com restrições, se continuarem a ocorrer chuvas fortes, uma informação avançada, terça-feira, pela Empresa Pública de Águas de Luanda (EPAL), que vem, assim, desmentir o “boato”, que circula nas redes sociais, de que toda a província de Luanda ficaria privada do fornecimento do precioso líquido.
O porta-voz da EPAL, Vladimir Bernardo, disse, terça-feira, por via telefónica ao Jornal de Angola, que, até agora, as restrições no abastecimento de água potável estão a ocorrer apenas em bairros do município de Icolo e Bengo, no distrito urbano do Zango e na comuna de Calumbo, município de Viana, devido à “redução do volume de água” produzido pelas estações de tratamento de água de Calumbo e de Bom Jesus.
“As duas estações de tratamento de água estão a trabalhar abaixo das suas capacidades, por estarem a ocorrer chuvas fortes a montante das captações da EPAL, localizadas ao longo do rio Kwanza”, explicou o porta-voz, adiantando que, como consequência, as duas estações de tratamento têm recebido água bruta com elevado teor de turvação e cor.
Por esta razão, acentuou o porta-voz da EPAL, “o processo de tratamento de água é mais lento e cuidadoso, visando assegurar a saída da água das estações dentro dos padrões de qualidade”.
Vladimir Bernardo garantiu ao Jornal de Angola que a redução da capacidade de produção de água potável está a ocorrer apenas em duas das 15 estações de tratamento da EPAL.
A província de Luanda, continuou, é a mais populosa do país, com mais de nove milhões de habitantes, muitos dos quais a residirem em bairros que ainda não estão incorporados na rede de abastecimento de água da Empresa Pública de Águas de Luanda.
A EPAL, acrescentou, produz actualmente 633.851 metros cúbicos de água potável por dia, quantidade que está muito aquém das necessidades da população da província de Luanda, como reconheceu, recentemente, o presidente do Conselho de Administração da Empresa Pública, Adão da Silva.
A intenção, disse o porta-voz, é aumentar a produção de água potável quando entrarem em funcionamento as estações de tratamento do Bita e do Quilonga Grande, duas principais apostas do Executivo para dar resposta às necessidades de consumo da província de Luanda.
Só o Quilonga Grande, referiu, vai contar com uma capacidade de produção de mais de 518 mil metros cúbicos de água potável por dia, quantidade que serve para abastecer mais de seis milhões de habitantes.
Fonte: Jornal de Angola Online
