NACIONALPOLÍTICA

Esquecer o passado e valorizar o presente: Governo quer enterro digno à ex-militares da UNITA e suas vítimas

Garantir um enterro digno das vítimas do conflito político de 1975 a 2002 continua a figurar entre as principais preocupações do Governo Angolano, sob liderança do Presidente João Lourenço, que entende que “o passado serviu de lição para todos, e é importante valorizar o angolano hoje, independentemente da sua simpatia partidária”.

Para identificação de locais para exumação dos corpos das vítimas de Jonas Savimbi, líder fundador da UNITA, encontra-se na localidade da Jamba, província do Cuando Cubango, o chefe do Serviço de Inteligência e Segurança do Estado (SINSE), General Fernando Garcia Miala, que chefia a delegação da Comissão para a Implementação do Plano de Reconciliação em Memórias das Vítimas dos Conflitos Políticos (CIVICOP).

Na Jamba, antigo bastião da UNITA, a equipa liderada pelo General Fernando Garcia Miala, acompanhado de especialistas, trabalha na identificação das 80 mulheres e filhos atirados na fogueira, a mando de Jonas Savimbi, as famílias de Chingungi e de outros dirigentes e militantes da UNITA, conhecidos como “vítimas da Jamba”.

De recordar, que aos 15 de Novembro de 2021, seguindo a visão política do Presidente João Lourenço, o Governo fez a entrega aos seus familiares, dos restos mortais de Elias Salupeto Pena e de Adolosi Mango Alicerces, antigos dirigentes da UNITA, mortos durante os confrontos pós-eleitorais de 1992, numa cerimónia realizada pela CIVICOP, Comissão para a Implementação do Plano de Reconciliação das Vítimas de Conflitos.

A entrega pelo Governo, dos restos mortais de Elias Salupeto Pena e de Adolosi Mango Alicerces, antigos dirigentes da UNITA mortos durante os confrontos pós-eleitorais de 1992, foi recebida na altura com satisfação pelos familiares, que há mais de 30 anos, aguardavam pelo momento.

A CIVICOP funciona como uma plataforma através da qual o país lida com os episódios de violência física ou espiritual e os mecanismos que proporcionam o diálogo convergente e evita factores que possam enfraquecer as bases para a construção da paz e reconciliação nacional, que constitui uma das prioridades do Governo liderado pelo Presidente João Lourenço: UNIR OS ANGOLANOS E TRABALHAR NA MANUTENÇÃO PERMANENTE DA PAZ.

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