ECONOMIA

Sonangol inicia concurso para contratar fornecedores

A Sonangol lançou, um concurso internacional para a importação de combustíveis, para suprimir “a procura interna de gasolina e gasóleo”, anunciou a companhia em comunicado.

De acordo com o documento, o concurso visa seleccionar fornecedores para o período que vai de 1 de Abril deste ano, a 31 de Março de 2024, estando 21 empresas convidadas a participar.

“Foram convidadas 21 empresas, entre as quais será seleccionada a vencedora, para o fornecimento dos produtos derivados, na modalidade DAP (Delivery At Place) [entregue no local, em português], em Luanda”, lê-se no comunicado

De acordo com informação obtida da companhia, pelo Jornal de Angola, os fornecimentos em curso regem-se por um contrato de 2021 cedido às tradings BP (britânica) e Totsa (francesa), depois prorrogado até 31 de Março próximo.

O contrato de 2019, assinado com a  Totsa (da francesa TotalEnergies) e Trafigura (companhia holandesa de negociação de matérias-primas), também foi estendido  até 2021, mercê do auge da pandemia da Covid-19 ao longo do ano de 2020.

Dados oficiais indicam que, com a entrada em funcionamento de uma nova unidade de produção de gasolina, na Refinaria de Luanda, em Julho do ano passado, Angola consegue uma poupança de recursos cambiais da ordem dos 300 milhões de dólares por ano.

A operação de expansão e modernização da Refinaria de Luanda foi executada por uma parceria entre a Sonangol e a sua congénere italiana Enim com as obras a absorverem 235 milhões de dólares.

A unidade quadruplicou a produção nacioonal de gasolina, que passou de 395 mil litros da gasolina por dia, para 1,5 milhões de litros, revertendo de forma significativa o quadro das importações, que incidiam sobre 80 por cento de todo o combustível consumido no país.

A inversão do cenário das importações de combustíveis tende a acentuar-se com o curso da construção de três novas refinarias, nomeadamente, em Cabinda, Soyo e Lobito, gerando entre as autoridades da ambição de tornar Angola num exportador de carburantes líquidos e gasosos.   

De acordo com números disponíveis, em 2019 o país empregou 1,7 mil milhões de dólares na importação de três milhões de toneladas métricas de combustíveis.

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