Angola não regista, até ao momento, qualquer caso de ébola. A garantia é das autoridades sanitárias nacionais, numa altura em que a doença avança rapidamente na República Democrática do Congo e no Uganda, colocando o país em estado de alerta reforçado.
O surto actual, causado por uma nova estirpe do vírus — a Bundibugyo —, foi declarado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como Emergência de Saúde Pública de Interesse Internacional a 21 de Maio de 2026.  A gravidade da situação é agravada pelo facto de não existirem vacinas nem medicamentos aprovados para combater esta variante do vírus. 
Até 8 de Junho, a RDC registava 598 casos confirmados e 115 mortes, com a província de Ituri como a mais afectada, concentrando 563 casos confirmados em 17 zonas de saúde. O Uganda confirmou 19 casos e duas mortes.  As autoridades estimam que a taxa de letalidade desta estirpe se situe entre os 25% e os 50%. 
Angola encontra-se entre os países em maior risco. Dez países africanos, entre eles Angola, estão classificados em “alto risco” de serem afectados pela epidemia, por partilharem fronteira com a RDC ou com o Uganda.  O Ministério da Saúde angolano admite preocupação com o risco de importação da doença, sublinhando a extensa fronteira terrestre que Angola partilha com a RDC como principal factor de vulnerabilidade.
A OMS está a reforçar o apoio aos governos da RDC e do Uganda, intensificando a vigilância, o rastreio de contactos, a preparação clínica e o envolvimento das comunidades, bem como a preparação transfronteiriça.

