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Produção de sal em alta no município da Baía Farta

Mais de 18 mil toneladas de sal foram produzidas, em 2025, pelas Salinas do Chamume, pertencentes à empresa Manuel A. M. Rodrigues e Filhos Lda, localizadas no município da Baía Farta, província de Benguela.

Mensalmente, a salina produz cerca de 1,5 toneladas de sal, sendo que o objectivo é atingir mais de 5.000 toneladas por mês, com base na modernização efectuada.

O proprietário da salina, Manuel Rodrigues, informou ao Jornal de Angola que a meta da empresa é produzir 50 mil toneladas de sal por ano.

“Começámos com níveis baixos. Actualmente, os níveis cresceram substancialmente, produzindo cerca de 1.500 toneladas de sal por mês, e o objectivo é alcançar as 5.000 toneladas mensais”, explicou.Segundo o empresário, os níveis actuais de produção são satisfatórios, permitindo atender às necessidades do mercado nacional e também de outros países.

 O sal produzido pela empresa, informou, começará a ser exportado para a República Democrática do Congo (RDC), Zâmbia e outros países que necessitam deste produto.

De acordo com a fonte, trata-se de uma salina antiga que foi modernizada e reúne condições para fornecer sal de qualidade.Manuel Rodrigues esclareceu que a salina foi reconstruída para funcionar de forma mecanizada, garantindo maior eficiência e qualidade na produção.

“O nosso sal é semelhante ao produzido por outras empresas e grupos. O que nos diferencia é o facto de estarmos localizados numa boa zona, com água de qualidade. A nossa salina já está industrializada”, explicou.

O empresário valorizou a concorrência e enalteceu a medida do Executivo que proibiu a produção de sal em lona, salientando que, em outros países, esse método é utilizado apenas para sal destinado às indústrias.

“Nos países onde se utiliza lona, o sal serve para derreter gelo nas estradas ou para uso industrial. Para consumo humano, temos de produzir sal com qualidade, pois o plástico é mundialmente reprovável”, afirmou.

Com mais de 330 trabalhadores efectivos, o sal do Chamume destina-se principalmente ao mercado interno e à República Democrática do Congo.O empresário afirmou que investir na Baía Farta é apostar no sucesso económico, defendendo, no entanto, a continuidade do apoio aos empresários, tal como tem acontecido.

“Temos recebido muitos apoios e precisamos que continuem, para que a Baía Farta continue a crescer como tem crescido”, apelou. O Executivo,continuou, tem apoiado a classe empresarial local, realçando que a Baía Farta possui grande diversidade económica, com sectores como Pesca, salinas, Turismo, Agricultura, entre outros, que prosperam na região.

Manuel Rodrigues reconheceu o crescimento da localidade, lembrando que, em 1978, a Baía Farta tinha apenas algumas casas, tendo crescido substancialmente ao longo dos anos.

Segundo a fonte, a Baía Farta dispõe de áreas adequadas para construção e produção. “A Baía Farta é uma boa terra para investir. Aos 60 anos do município, temos uma região em crescimento, impulsionada pelo Corredor do Lobito, que inclui o Porto do Lobito e o Caminho-de-Ferro de Benguela, criando várias oportunidades”, destacou.

“Tudo o que produzimos pode ser enviado para outros países. Temos condições para prosperar, pois a Baía Farta está situada à beira-mar e tem acesso à linha férrea, o que facilita o transporte de produtos como sal e peixe”, concluiu. 

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