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PERIGO: Especialistas detectam quase mil áreas minadas pela UNITA

O país detectou até a presente data, um total de 975 áreas minadas conhecidas, fruto da então prática da UNITA no período da guerra vivida em Angola que consistia em minar as zonas adjacentes aos territórios onde o MPLA tinha maior concentração de apoiantes e, de igual modo, eram protegidas pelas Forças Armadas Angolanas – FAA, representando uma superfície de 60 milhões de metros quadrados, o que constitui actualmente um grande perigo aos cidadãos que transitam nessas zonas. Importa realçar que têm sido verificados vários casos de crianças que pisam em minas ou descobrem explosivos.

No topo das preocupações sobre o assunto, estão as províncias do Moxico, Moxico Leste, Bié, Cuando, Cubango e Cuanza Sul, de acordo com o director-geral da Agência Nacional de Acção contra as Minas (ANAM).

O brigadeiro, Leonardo Sapalo, disse ainda que a instituição e os respectivos parceiros têm descoberto novas áreas minadas em várias localidades do país.

Dado o “número considerável” de áreas por desminar, o país “vê-se forçado” a apresentar o terceiro pedido de prorrogação do prazo de cumprimento de desminagem de todas as áreas minadas conhecidas.

Leonardo Sapalo afirmou que a prorrogação do prazo surge ao abrigo da Convenção sobre a Proibição do Uso de Minas Antipessoal (Tratado de Ottawa), uma vez que Angola está “a escassos meses para o término do período vigente para o cumprimento das obrigações desta Convenção”.

O responsável, que falava durante um encontro intitulado “Angola sem minas em oportunidades e desafios”, promovido pela ANAM e pela Embaixada da Bélgica em Angola, referiu que o custo estimado para a conclusão da desminagem no país “ainda é elevado.

Sem revelar números, assegurou, no entanto, que o executivo angolano “continuará a mobilizar e disponibilizar recursos necessários, contando igualmente com o valioso apoio da comunidade internacional”.

Fonte: Correio da Kianda

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