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Turismo em Angola dá sinais positivos

Mais de 300 turistas nacionais e provenientes de outros países da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC), como a Namíbia, África do Sul, Zimbabwe, Zâmbia e Botswana, vão participar na primeira edição do “Raid OKavango-2024”, que acontece a partir do dia 20 do próximo mês, cuja abertura vai acontecer na nascente do rio Cubango ou Okavango, no município de Chicala Cholohanga, província do Huambo.

A informação foi avançada ontempelo presidente do Conselho da Administração da Agência Nacional para a Gestão da Região Angolana do Projecto OKavango, (ANAGERO), Rui Lisboa, no quadro da abertura das comemorações do Dia Mundial do Turismo, que acontece a 27 de Setembro.

A primeira edição do Raid tem o seu o ponto de partida no Huambo, por ser a região da nascente do Rio OKavango, concretamenteno município de Chicala Choloanga.

Rui Lisboa fez saber que o objecto principal do evento assenta na promoção, atracção e facilitação do investimento privado na região angolana do Okavango, que comporta as províncias do Huambo, Bié, Moxico, Huíla, Cunene e Cuando Cubango, num total de seis.

O projecto turístico constitui um dos maiores em todo o mundo e por incluir uma parte do território de países da África Austral, designadamente Angola, Zimbabwe, Namíbia, Zâmbia e Botswana.    

A iniciativa, salientou, visa dar oportunidade a todos os turistas, jornalistas e operadores turísticos a  melhor conhecerem todo o potencial natural, cultural e histórico da região. Este é o principal propósito da realização do Raid, além dos negócios.

O PCA da Agência Nacional para a Gestão da Região Angolana do Projecto OKavango considerou que a realização, este ano, do primeiro fórum de investidores para a região angolana do OKavango serve de pontapé de saída para os que quiserem investir no turismo.

 
Aposta forte

O Fórum, que decorreu de 17 a 22 de Janeiro do ano em curso, na província do Cuando Cubango, permitiu celebrar sete memorandos de entendimento com as empresas interessadas em investir no OKavango e,actualmente, já decorrem, trabalhos de campo com vista à implementação destes projectos de carácter turístico.

Rui Lisboa assegurou que a nível do Executivo, por via dos Ministérios da Cultura e Turismo, existe vontade e disponibilidade de conversar com os investidores interessados, ainda que isto implique uma deslocação aos países para o efeito.

O Raid tem o ponto de partida no Huambo, passando pelo Bié e Cuando Cubango, através da rota dos municípios de Cuangar, Calai, Dirico até ao Bico de Angola, regressando pela vizinha República da Namíbia.

 
Pacotes de participação

O PCA da Agência Nacional para a Gestão da Região do Okavango (ANAGERO) deu a conhecer que o Raid, que tem o seu ponto de partida na nascente do Okavango e vai até ao Bico de Angola, dispõe de três pacotes de participação, sendo o primeiro designado  “Palanca Negra”,  com um custo total que entre 344 mil e 130 kwanzas, o segundo denominado “Impala” fica entre  256 mil e 630 mil kwanzas, e o terceiro pacote “Mabeco” custa 182 mil e 880 kwanzas.

Rui Lisboa assegura que estão criadas todas as condições técnicas para a realização do Raid turístico a partir do próximo dia 20 de Setembro do ano em curso.

O responsável esclareceu que o Executivo angolano tem como prioridade, até ao ano de 2027, tornar a região do Okavango, concretamente os municípios do Dirico, Mavinga e Rivungo, na província do Cuando Cubango, numa zona estratégica de interesse de investimentos para o desenvolvimento do turismo no país.

 
Condições criadas

O chefe do Departamento do Turismo do Gabinete Provincial da Cultura, Turismo, Juventude e Desportos no Huambo, Anilson Manoel Jerónimo, destacou que estão a ser criadas todas as condições de recepção e acomodação dos turistas e será, igualmente,feita a exposição do Raid OKavango no Centro Cultural “Manuel Rui Monteiro”.Anilson Manuel Jerónimo referiu que no município da Chicala Choloanga, além da visita guiada à nascente do rio OKavango, o momento vai reservar, também, a explicação da história do local e manifestações culturais.

FONTE: JORNAL DE ANGOLA ONLINE

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