Guias do abismo

Moco. Eis o homem que já disse tudo e o seu contrário (quando se percebe o que escreve). Tantas voltas tem dado na vida, que a sua popularidade não é zero, é muito abaixo de zero.
Agora Moco vem elogiar o discurso incendiário de Liberty Chiyaka no parlamento a propósito do Orçamento Geral do Estado.
Moco elogia o que quer, mas, mais uma vez engana-se.

O discurso de Chiyaka foi um grave equívoco político e democrático, e tem dois problemas extremamente graves.
É um discurso que contesta a legitimidade das eleições e dos órgãos de soberania.

Fica só a pergunta: o que faz, então, Chiyaka no parlamento, um órgão saído das eleições que não reconhece?

Obviamente, que todos já percebemos o jogo da oposição. É precisamente, ao contrário do que Moco afirma, um jogo “bolsonarista”. Não aceita os resultados, senta-se nas instituições e procura derrubá-las. A única diferença é que Bolsonaro apostou num levantamento popular imediato disparatado, enquanto a oposição aposta na criação de casos diários que desgastem o governo até cair, é uma técnica tradicional de guerrilha, agora aplicada ao golpe.

E, tão grave, como o golpe continuado que a UNITA pratica, é o insulto continuado ao PR. Liberty excedeu-se manifestamente. Não tivesse imunidade parlamentar, teria de imediato uma queixa por difamação. E mesmo assim, o que lhe deveria ter acontecido era ver a imunidade levantada e ser confrontado com esse crime.

Moco anda ao arrepio da história. Sempre andou, e, por isso, ainda não percebeu que o MPLA está num profundo momento de renovação. O seu apelo ao divisionismo interno, em que aposta, como muitos outros, vai ser confrontado com uma surpresa magnífica.

Enfim, Moco é Moco e tudo lhe serve para o ataque a João Lourenço, como nunca se atreveu com José Eduardo. Aí tinham medo e calavam-se. Agora com mais democracia e abertura, acham que podem dizer todos os disparates, mas não podem. A democracia exige respeito pela lei. Se há mais democracia, haverá mais aplicação da lei, e o direito ao insulto e ao disparate ofensivo não existe na lei.

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