É O FIM: UNITA a procura de substituto de ACJ

O fracasso das “reformas compulsivas” de ACJ, assim como a aliança com a “família dos Santos” e alguns marimbondos que pretendem escapar do combate à corrupção conduzido pelo actual Governo, que viram em ACJ a esperança de saírem impunes desse crime (corrupção), em caso de vitória da UNITA nas eleições realizadas a 24 de Agosto deste ano, são alguns dos factores que não foram bem recebidos por altas figuras da UNITA, e estão na base da necessidade interna do partido quanto a substituição de ACJ da liderança. A UNITA tem em agenda reuniões importantes nos próximos dias, e Nelito Ekuikui, que fez um grande trabalho em Luanda, tem sido apontado como potencial substituto.

Depois que ficou assente a exoneração de ACJ na liderança da UNITA, cumprindo-se agora o calendário interno para que se proceda à eleição de nova liderança, começou a “corrida” à sucessão de Adalberto Costa Júnior da liderança do partido do galo negro.

Antes, todavia, o ainda líder do Galo Negro, ACJ, viajou para Lisboa, onde com a ajuda do solicitador que o representou na renúncia da nacionalidade portuguesa, pretende-se abrir um processo de reversão para que o mesmo possa readquirir a nacionalidade portuguesa perdida durante o processo eleitoral em Angola.

Na corrida à liderança avançam já no terreno os herdeiros da oligarquia déspota familiar, Nelito Ekukui, Adriano Sapiñala, mas surge mais consensual, à partida, Libérty Chiaka, sendo este último o favorito, de acordo com os pronunciamentos recentes de altas figuras do partido, embora Ekuikui seja o que dispõe de mais popularidade, fruto do trabalho feito em Luanda durante a campanha eleitoral da UNITA.

ACJ está furioso, em jantar de amigos, na sexta feira passada, falou com mágoa da UNITA, afirmando que sente-se traído, e de repente passou a ver-se sozinho, numa fase em que figuras como Abel Chivukuvuku preferem manter-se em silêncio enquanto decorre um “golpe silencioso” no partido.

Com a crise que assola a UNITA, especula-se que muitos deputados eleitos pelo partido do galo negro pretendem exercer os seus mandatos de forma independente, enquanto outros começam a equacionar a possibilidade da criação de um novo partido visando as eleições gerais de 2027.

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